jornalismo de bolso

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curiosidades sobre o ícone de RSS

O quadradinho laranja com onda sonoras que todos nós nos acostumamos a ver internet afora tem até site no estilo fã clube. Mas apesar de ser um elemento visual parte da experiência diária de todo internauta, pouca gente sabe de verdade para que ele serve, e poucos usam a funcionalidade por trás da imagem. Ele serve basicamente para indicar que um determinado site está disponível em formato RSS, o que dá ao leitor a possibilidade de "fazer uma assinatura" do conteúdo.

Para fazer uma analogia com o mundo analógico dos assinantes de jornais e revistas que recebem o produto em casa, ao assinar um site em RSS esse conteúdo será entregue ao internauta diretamente programa leitor pelo qual o ele optar. Do mesmo jeito, aqueles usuários de internet que ainda não conhecem RSS precisam agir como se fossem "na banca de revista" perguntar ao jornaleiro se já saiu a última edição de determinado site que ele acompanha – e do mesmo jeito que no mundo analógico, pode voltar para casa de mãos vazias se o site não tiver tido nenhuma atualização desde a última visita dele.

Também conhecido como ícone de "feed", ele foi criado pelo Mozilla para o Firefox por volta de 2004 para indicar que uma página em especial apresentava esse recurso que poderia ser usado com a funcionalidade de "Live bookmarks" do navegador. Achei uma discussão interessante em 2005 sobre o assunto no fórum do Mozilla: é melhor continuar usando a palavra rss ou criar um ícone? Com ela, descobri que o hoje famoso ícone não tinha muita popularidade entre a turma do Mozilla, já que muitos achavam que ele não traduzia a idéia da funcionalidade.

Na sequência, o Internet Explorer, o Opera e outros navegadores adotaram o ícone para promover um padrão na rede, e com isso RSS se popularizou de vez. Antes dele, uma variedade de ícones, como RSS ou outros designs testados pela Microsoft que em dezembro de 2005 resolveu usar o ícone já usado pelo Mozilla, foi usada para a funcionalidade que estava sendo desenvolda desde 1999 e o leitor não conseguia identificá-los de relance, como acontece hoje, sendo esse provavelmente um dos muitos motivos pelos quais a moda demorou tanto para para pegar. Entre uma sigla que não significava nada para o leitor leigo ou uma palavra que só teria sentido para o leitor anglófino, a decisão de usar algo visual que tivesse um significado universal independente do idioma do usuário, parece ter sido a mais acertada.


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Posted by Paula Góes 

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