Denúncias de corrupção derrubam presidente do parlamento inglês
Sem dúvidas, o assunto da semana no Reino Unido – que tomou espaço em todos os tablóides, jornais, esquinas e na internet, principalmente em blogs – foi a renúncia do presidente do parlamento, Michael Martin. Essa foi a primeira vez desde 1695 – ou seja, em mais de 300 anos – que algo do tipo acontece. Michael Martin anunciou que deixará o cargo que ocupa na Câmara Baixa do Parlamento Britânico há nove anos na terça-feira, em um discurso de apenas trinta segundos; a tradução (minha) do que ele disse coube em duas linhas:
“Para que a unidade da casa possa ser mantida, decidi que renunciarei ao cargo de presidente no domingo 21 de junho”.
A eleição para o sucessor deve ocorrer já no dia seguinte. Michael Martin foi colocado na berlinda por conta de vários escândalos de corrupção que vieram à tona nas últimas semanas, a maior parte relacionada ao mal uso do dinheiro público. Houve o caso da deputada que teve despesas de filmes pornô alugados pelo marido pagas pela câmara. Teve deputado pedindo reembolso pela limpeza da fossa de sua casa de campo. Outro que plantou não sei quantas árvores na fazenda particular. Enfim, o parlamento britânico está literalmente no fundo do poço e o Reino Unido está em estado de choque. Michael Martin não está sendo acusado de ter cometido um abuso pessoalmente, mas por ter permitido que dinheiro público fosse usado para sustentar o luxo dos parlamentares.
E eu que pensava que mal comportamento envolvendo dinheiro público, como a recente farra das passagens aéreas, fosse exclusividade do Brasil.
