futuro do jornalismo é uma coisa, o dos jornais é outra
Blog do Carlos Castilho no Observatório da Imprensa:
“Tentar salvar os jornais impressos como eles estão hoje é mais ou menos o mesmo que seria tentar preservar o emprego dos escribas depois que Gutenberg inventou as gráficas com tipos móveis, no século 14”
Disse a editora-chefe da página do The Huffington Post, Arianna Huffington, durante uma audiência na subcomissão especial do Senado norte-americano que contou com a participação de representantes de todas as partes envolvidas na crise dos jornais. Me lembrou de uma frase que ouvi de um dos pioneiros das novas mídias no Reino Unido, Bill Thompson, em uma palestra de tema semelhante que fui no ano passado: ele diz que a ladainha dos jornalistas que insistiam que os jornais não acabariam parecia com o mesmo discurso dos ferreiros de Londres no momento da chegada dos carros: "mas é claro que ninguém deixará de precisar de ferraduras". Hoje esses profissionais se tornaram ferreiros ultraespecializados em cavalos de corrida ou viraram borracheiros. Da mesma forma, o fim dos jornais impressos não será o fim do jornalismo, como o fim das carroças nas ruas não foi o fim do transporte urbano. Na verdade, é o inverso.
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